terça-feira, 24 de março de 2009

Aquela canção do Roberto

Se você pretende saber onde estive na última segunda-feira (23/03), eu posso lhe dizer, caro leitor: na coletiva d' el rey Roberto Carlos, realizada no Itaú Cultural, em São Paulo. Sua Majestade celebra 50 anos de atividade artística e reuniu a imprensa para anunciar uma turnê que passará por 20 cidades brasileiras e terá uma etapa internacional a partir de 2010. O primeiro show será realizado em 19 de abril (data do 68º aniversário do cantor), em Cachoeiro do Itapemirim, no Espírito Santo, terra natal do ídolo.Confesso que fiquei surpreso com a postura tranquila e bem-humorada de Roberto, que até fez piadas com a própria imagem. "Como dizem os meus imitadores, são tantas emoções, bicho. De vez em quando, eu imito meus imitadores", disse o monarca em dado momento do bate-papo com os jornalistas, antes de pontuar a frase com seu inconfundível sorriso.
Também admito que estava um pouquinho nervoso ao fazer a pergunta ("Vc escuta suas gravações antigas e costuma fazer autocríticas?) por duas razões: 1ª - não é todo dia que vc fica diante de um mito desse tipo. 2ª Como todos sabem, RC é homem de muitas peculiaridades. Eu, distraidíssimo como sempre, estava vestido com uma camiseta 'marrom (justamente a cor que 'Robertão' detesta, em função de seu Transtorno Obssessivo-Compulsivo).
Só fui me dar conta disso já no Auditório, minutos antes da coletiva. "Putz, vou ter de levantar da cadeira e fazer a pergunta. E se o cara responder com má vontade por causa do marrom... E se ele, engraçadinho do jeito que está, fizer alguma brincadeirinha com a cor da camiseta?".... F...deu!!!
Graças a Jeeeesus Cristo, Jeeeeesus Cristo, Jeeesus Cristo eu estava ali, bem na frente do Rei que, com a humildade de um plebeu, respondeu: "Sempre escuto e faço críticas às coisas que gravei. Tem canções da época da Jovem Guarda que não gravaria (não citou quais)."
"Ufa....", pensei... O pior já passou. Depois, achei que tinha me preocupado à toa, afinal, o carpete do teatro e as paredes eram marrons. Logo, um rei teria poderes suficientes para, ao se sentir incomodado, mandar pintar aquilo tudo da cor que quisesse.

PS: A matéria foi capa do Diário, mas, por falta de espaço no caderno (tinha um anúncio gigantesco na capa), acabou resumidinha... Então, excepcionalmente, vou postar aqui o texto completo que eu, apressadamente, mandei para a redação, desesperado com o horário do fechamento da edição..

Abração a todos!

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